domingo, 27 de setembro de 2015

Professores da cidade do Rio de Janeiro - RJ possuem descontos especiais. Poderiam estender para o País!

 
 
LEI Nº 4.340 DE 10 DE MAIO DE 2006 - RIO DE JANEIRO - RIO DE JANEIRO

Institui incentivo às empresas que concederem descontos aos professores de educação física e dá outras providências.

Art. 1º Fica o Poder Executivo autorizado a conceder desconto no pagamento de impostos municipais, às empresas de esportes, de pequeno porte, sediadas no Município do Rio de Janeiro, que propiciarem descontos aos professores de educação física, para compra de material esportivo necessário ao ensino e à prática de atividade esportiva.
Parágrafo único. Para os fins da presente Lei, o desconto será concedido ao professor de educação física, que apresentar carteira profissional e comprovante de pagamento de anuidade do Conselho Regional de Educação Física-CREF.

Art. 2º O Poder Executivo ao regulamentar esta Lei, observará o disposto na Lei Federal nº 9.841, de 5 de outubro de 1999.
 
Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
 
Câmara Municipal do Rio de Janeiro, em 10 de maio de 2006.
 
Vereador IVAN MOREIRAPresidente

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Como montar um Projeto Social


Por melhores que sejam as intenções de uma organização não governamental, suas idéias devem ser expostas em forma de projetos para que possam estar documentadas e estruturadas de forma a alcançar os resultados desejados com qualidade e eficiência, possibilitando a gestão das ações e dos recursos.
Projeto é algo que tem início e fim, que necessita de recursos específicos para o alcance de resultados específicos. No caso de projetos sociais, nascem para dar respostas aos problemas, são responsáveis por alterar a realidade da organização, estruturando-a e promovendo seu desenvolvimento. Eles também são utilizados para captação de recursos, pois, assim, os financiadores podem visualizar melhor as intenções da ONG, saber no que os recursos serão aplicados, que tipo de atividades serão realizadas e qual impacto elas surtirão dentro da comunidade-alvo.
Antes de iniciar o projeto, além da existência de um planejamento estratégicoe/ou plano de captação, a organização deve ter claramente definida as necessidades e demandas que o projeto irá atender, quais os atores envolvidos (executores e beneficiados), os recursos necessários, a sua viabilidade (social e econômica) e objetivos que se deseja alcançar.A estrutura básica de um projeto é formada por:
  • Apresentação da organização: dados e histórico da entidade proponente, descrição dos projetos já realizados e/ou em andamento, lista de parceiros e apoiadores.
  • Resumo: feito depois do projeto finalizado. Deve conter as principais idéias.
  • Contextualização: análise da situação, histórico e situação sócio-econômica da comunidade-alvo. Utilização de dados estatísticos ou referenciais.
  • Justificativa: o porquê de o projeto existir e deve ser aprovado, o nível de importância do projeto.
  • Objetivos: geral e específicos; que estão ligados à justificativa e aos resultados desejados.
  • Descrição do Público-alvo: caracterização de quem será atendido pelo projeto direta e indiretamente. Quantidade direta e indireta de beneficiários.
  • Quadro de Metas: relacionadas aos objetivos específicos, são as ações e os resultados que definirão o impacto do projeto. Devem ser acompanhadas dos indicadores quantitativos e qualitativos.
  • Metodologia: como o projeto será executado, quais modelos ou tecnologias sociais serão utilizados. Como será monitorado e avaliado.
  • Equipe Executora: (quem) a equipe profissional responsável pela execução e acompanhamento do projeto e como essa equipe irá trabalhar.
  • Parceiros: quem apoiará o projeto ou apóia a instituição.
  • Cronograma de execução: ações dispostas em prazos.
  • Orçamento: deve ser objetivo e claro, de acordo à disponibilidade do financiador.
  • Anexos: relatórios, cartas de apoio, currículo dos profissionais e o que a organização achar necessário para reforçar o projeto.
Com essas informações estruturadas, o projeto está pronto para buscar parcerias, apoiadores, voluntários, recursos e ser iniciado com grandes chances de sucesso.

fonte: https://evelyneleandro.wordpress.com

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Conceito de Educação Física

Educação física é uma das áreas do conhecimento humano ligada as práticas corporais historicamente produzidas pela humanidade. A educação física trabalha, num sentido amplo, com prevenção de determinadas doenças. É a área de atuação do profissional graduado em educação física (licenciatura e bacharelado). É um termo usado para designar tanto o conjunto de atividades físicas e exercícios físicos não-competitivos e esportes com fins recreativos quanto a Ciência que fundamenta a correta prática destas atividades, resultado de uma série de pesquisas e procedimentos estabelecidos. Geralmente a Educação Física na escola é vista como uma disciplina complementar, como se ela fosse menos importante do que Matemática, História ou Língua Portuguesa. Será que é verdade? É preciso compreender que a Educação Física é uma disciplina obrigatória do currículo escolar e que apresenta características próprias, como veremos a seguir.
O termo Educação Física pressupõe a ideia de controle do corpo ou, ainda, de controle do físico. Educar, desde o século XVII, é uma ação que está intimamente relacionada à disciplina corporal: a separação proposta por Descartes, entre corpo e mente, torna-se base de todo o processo educacional ocidental. Fato bastante visível nas salas de aula: o corpo fica sentado e parado, sem “atrapalhar” o exercício de raciocínio e de aprendizado feito pela mente.
A princípio, a Educação Física, quando inserida no currículo escolar, era tida como um momento para a prática da ginástica, com a finalidade de deixar o corpo saudável. Após muitas reformas na própria ideia de Educação Física, atualmente ela é uma disciplina complexa que deve, ao mesmo tempo, trabalhar as suas próprias especificidades e se inter-relacionar com os outros componentes curriculares. Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), documento oficial do Ministério da Educação, a Educação Física na escola deve ser constituída de três blocos:

Jogos, Ginásticas, Esportes e LutasAtividades rítmicas e expressivas
Conhecimentos sobre o corpo

Segundo o documento, essas três partes são relacionadas entre si e podem ou não ser trabalhadas em uma mesma aula.
O primeiro bloco, “jogos, ginásticas, esportes e lutas”, compreende atividades como ginástica artística, ginástica rítmica, voleibol, basquetebol, salto em altura, natação, capoeira e judô. O segundo bloco abrange atividades relacionadas à expressão corporal, como a dança, por exemplo. Já o terceiro bloco propõe ensinar ao aluno conceitos básicos sobre o próprio corpo, que se estendem desde a noção estrutural anatômica, até a reflexão sobre como as diferentes culturas lidam com esse instrumento.
Se analisarmos uma aula em que o professor trabalha apenas os quatro esportes coletivos (voleibol, basquetebol, futebol e handebol), sob a ótica de uma Educação Física que visa à reflexão do aluno sobre si e sobre a sociedade em que está inserido, logo perceberemos o quão pobre se torna a experiência sobre o corpo nessas aulas. Nesse sentido, é fundamental que a compreensão de si, de sua cultura e de outras culturas seja ampliada, a fim de efetivar a disciplina de Educação Física como um componente curricular educacional.
A Educação Física tem uma vantagem educacional que poucas disciplinas têm: o poder de adequação do conteúdo ao grupo social em que será trabalhada. Esse fato permite uma liberdade de trabalho, bem como uma liberdade de avaliação – do grupo e do indivíduo – por parte do professor, que pode ser bastante benéfica ao processo geral educacional do aluno.
Por Paula Rondinelli
Colaboradora Brasil Escola
Graduada em Educação Física pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP
Mestre em Ciências da Motricidade pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP
Doutoranda em Integração da América Latina pela Universidade de São Paulo - USP